SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR - 08/11/2009 01:26
Coube a Audrey Tatou encarnar
Gabrielle "Coco" Chanel, estilista francesa, que construiu um verdadeiro império graças ao mundo da moda. A infância de "Coco" (nome retirado de uma música que ela costumava cantar. Aliás, seu sonho era ser cantora) foi de uma pobreza enorme. Como "Coco" sabia que sua vida não teria nenhum futuro, ela vai no encalço do barão Étienne Balsan (Benoît Poelvoorde), desocupado, hedonista de carteirinha, apreciador de cavalos e mulheres (a grande maioria prostitutas). Foi através do barão que "Coco" teve contato com a alta sociedade parisiense e, por acaso, suas idéias para chapéus e roupas foram ganhando seguidores. A idéia de o quanto menos melhor numa época que privilegiava os excesso em termos de roupa, rendeu a "Coco" fama e fortuna. O filme, no entanto, fixa-se na sua grande paixão pelo inglês Arthur (Alessandro Nivola). Este também se apaixonou por "Coco", porém, ele preferiu casar-se com uma aristocrata inglesa para garantir seu futuro financeiro. Restou a "Coco" ser amante de Arthur. O filme é arrastado, cansativo, sem "punch" para arrebatar o espectador. Nada pior do que uma cinebiografia "pesada", cuja direção e os atores em nada contribuiram para que alguma "luz" surgisse no final do túnel. Por sinal, a atuação do norte-americano (imagino que de ascendência italiana) é estapafúrdia. Mesmo a excelente Audrey Tatou aparenta não ter gostado de ficar feia em função de sua personagem e pouco fez que merecesse algo digno de nota. Se você nunca ouviu falar de alguém que fosse natural de Luxemburgo, agora vai ver a situação se transformar. A diretora Anne Fontaine é de lá. Parece que coube a ela a maior parcela por este autêntico fracasso que ora estamos comentando.