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Depois de ter sido detido na Suíça no último sábado (26/9), o cineasta Roman Polanski (
Oliver Twist) agora tenta impedir legalmente a extradição para os EUA. Polanski foi preso pela acusação de ter abusado sexualmente de uma menina de 13 anos, em 1977. Por causa desse processo, o cineasta nunca mais pôde voltar aos EUA, nem quando ganhou o Oscar de Melhor Diretor em 2003, por
O Pianista.
Polanski contratou um time de advogados para lutarem contra a extradição aos EUA, livrando-o da prisão somente com o pagamento de fiança. Jeff Berg, agente do cineasta, disse à
BBC que conversou com o diretor durante o fim de semana. “Sua voz está forte, ele está muito ansioso para resolver isso tudo e ir para casa”, afirma Berg. “É surpreendente [a prisão] porque, nos últimos 12 ou 15 anos, Roman viveu na Suíça. Sua presença lá é conhecida, então, foi chocante também pelo fato de ter sido convidado a viajar a Zurique para receber uma homenagem por sua obra.” O advogado Georges Kiejman afirma que é “muito cedo para saber” se o cineasta será realmente extraditado. “No momento, estamos lutando para que o mandado de prisão seja expedido em Zurique”. Caso seja extraditado aos EUA, Polanski será preso definitivamente, já que fora julgado culpado pelas acusações há mais de 30 anos.
Polanski viajou à Suíça para ser homenageado pelo Festival de Cinema de Zurique. A Associação de Diretores Suíços afirmou que a detenção foi “uma farsa judicial grotesca, um escândalo cultural monstruoso”, enquanto que a Associação de Diretores e Roteiristas da Suíça declarou que o fato é “um tapa na cara de toda a comunidade cultural” do país.
Polanski foi declarado culpado por ter mantido relações sexuais com Samantha Geimer em 1977, quando ela tinha 13 anos, mas escapou dos EUA afirmando que o juiz repudiou qualquer chance de defesa.
Outra tragédia
A biografia pessoal de Polanski não é marcada somente pela questão da acusação de abuso sexual em 1977. Em 1969, a atriz Sharon Tate, na época esposa do cineasta, foi assassinada pelo grupo de criminosos liderados por Charles Manson, num dos crimes que mais ecoaram na comunidade de Hollywood.
Neste fim de semana, Susan Atkins, julgada culpada pelo assassinato de Sharon – que estava grávida na ocasião de seu assassinato -, morreu de câncer no cérebro numa prisão na Califórnia, onde estava presa, semanas depois de ter sido negada sua liberdade condicional. Susan confessou ter matado Sharon, após ter invadido a residência do casal em Beverly Hills, em agosto de 1969.