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O lançamento de
Crepúsculo tem feito que o público associe filmes de vampiros, um dos gêneros mais tradicionais do cinema, ao casal Edward Cullen e Bella Swan. O sul-coreano Park Chan-wook vem mostrar que existe algo mais que dois adolescentes bonitos sofrendo ao som de Linkin Park.
Sede de Sangue é simplesmente vibrante. Vampiros, crueldade e bom senso de humor estão presentes no novo filme do diretor. Na sua filmografia mais recente, a Trilogia da Vingança (
Mr. Vingança,
OldBoy e
Lady Vingança), são características marcantes a sanguinolência, crueldade e ingenuidade do ser humano.
Chan-wook não abandona essas bases ao falar de um padre (Kang-ho Song) transformado em vampiro por uma transfusão de sangue e que tem de conviver com a família que o acolheu na infância, além da presença de uma jovem e sexy mulher (Ok-vin Kim).
O melhor do filme não é o catchup que se parece com sangue ou cabeças rolando. O filé de
Sede de Sangue é o trânsito na fronteira entre crueldade e ironia. Quando achamos que o filme vai se levar a sério, Chan-wook constrói alguma morte ou ataque que beira o risível.
Há uma extrema habilidade em provocar medo e riso. Ora viramos o rosto de lado, assustados, com uma navalha que destroça uma garganta, ora gargalhamos com um vampiro sendo atirado de encontro à parede e tendo o nariz espatifado.
Sede de Sangue, que chegará ao circuito comercial em 15 de janeiro de 2010, ainda terá mais três sessões no Festival do Rio: nesta terça-feira (6), às 21h30, no Leblon 1, e na quinta-feira (8), às 13h e 19h40, no Estação Vivo Gávea 5.