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Removido da prisão para tratamento medico por conta de estafa física e depressão, informação confirmada pelo advogado Herve Temime, o cineasta Roman Polanski teve mais uma vez o pedido de liberdade negado pela Justiça da Suíça, onde o diretor encontra-se detido desde 26 de setembro.
"De acordo com a Justiça suíça, a detenção [do diretor] ocorrerá durante todo o processo de extradição”, conforme nota divulgada nesta terça-feira. “A corte considerou que os riscos de Roman Polanski fugir durante o período de custódia, caso posto em liberdade, são altos”. Entre as razões que Polanski teria para fugir caso libertado seria o fato de que o diretor pode ser condenado a até 50 anos de prisão, caso extraditado aos EUA e condenado com a pena máxima, o que seria uma tragédia também para sua vida familiar; Polanski é casado com a atriz Emmanuelle Seigner (
O Escafandro e a Borboleta), com quem tem dois filhos, de 11 e 16 anos. Para a corte suíça, a fuga para a França, onde Polanski nasceu, seria fácil.
Temime não estava disponível para comentar a sentença, de acordo com a agência
Reuters, mas a agência suíça
SDA afirmou que Polanski apelará à sentença, oferecendo garantias em relação a uma possível fuga do réu. O advogado também lembrou que a detenção do cineasta por um período mais estendido pode significar a perda de aproximadamente US$ 40 milhões de investidores, aplicados na produção de
The Ghost, além de possíveis processos contra o cineasta pela perda desse montante; o filme estava previsto para estrear em fevereiro de 2010. Robert Harris, autor do roteiro de
The Ghost, afirmou que, mesmo detido, Polanski pretende terminar o longa a tempo de exibi-lo no próximo Festival de Berlim.
Polanski foi preso em Zurique, quando desembarcou para ser homenageado no festival de cinema local, pela acusação de ter abusado sexualmente de uma menina de 13 anos, em 1977. Por causa desse processo, o cineasta nunca mais pôde voltar aos EUA, nem quando ganhou o Oscar de Melhor Diretor em 2003 por
O Pianista.
De acordo com o
Washington Post, Polanski teria pago US$ 500 mil à vítima Samantha Geimer, em 1993, para que ela retirasse as acusações de estupro. Em 1978, condenado por ter mantido "relações sexuais ilegais" com uma adolescente de 13 anos, o diretor fugiu dos EUA alegando impossibilidade de defesa.