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Nos bastidores do Oscar, logo após ganhar a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante - o primeiro prêmio da noite de domingo (22/2) -, a espanhola Penélope Cruz mostrou-se grata não somente a Woody Allen, que a dirigiu em
Vicky Cristina Barcelona, mas também a Isabel Coixet, que a dirigiu em
Fatal.
"Sou grata a esses dois diretores por me darem o material", confessou a atriz, acrescentando que Maria Elena, personagem que lhe deu a primeira estatueta da carreira, "não está longe de minha própria personalidade". A atriz, a segunda pessoa nascida na Espanha a ganhar o Oscar - o primeiro foi Javier Bardem, que ganhou ano passado a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante por
Onde Os Fracos Não Têm Vez, com quem Penélope atua em
Vicky Cristina Barcelona e grande amigo da atriz - disse que teve de aturar muitas críticas em Holywood, principalmente por causa de seu forte sotaque. "Você tem de seguir escalando montanhas e algumas coisas são melhores não serem ouvidas", afirma a atriz. "Quantos sotaques você ouve nesta sala? Estamos todos misturados, mais e mais a cada dia, e isso tem de ser representado no cinema. Estou feliz que finalmente a porta parece estar mais aberta", completa a atriz.
No Oscar deste ano, a diversidade de nacionalidades realmente marcou a festa. Além de Penélope, espanhola, ter vencido o Oscar, o longa que mais ganhou estatuetas,
Quem Quer Ser Um Milionário?, é dirigido pelo inglês Danny Boyle e se passa na Índia. Sinal de que a festa tem celebrado cada vez mais o cinema mundial ao invés de celebrar somente a indústria cinematográfica norte-americana, como a premiação ficou conhecida ao longo dos 81 anos.