24/10/2009 12h10

MOSTRA 2009: Jiu-jitsu ocupa primeiro plano em filme sobre Família Gracie

Heitor Augusto

Foto: Divulgação
Para quem não conhece jiu-jitsu ou tem uma relação distante com artes marciais, a família Gracie geralmente é referenciada como um bando de lutadores com pinta de bad boys. Não é bem assim.

“Fiz um filme para quem não sabe o que é jiu-jitsu. Eu acho estranho que no Brasil eles sejam vistos como bandidos”. Essas são as palavras de Victor Cesar Bota, diretor do documentário Os Gracies e o Nascimento do Vale Tudo, que estreia na Mostra em São Paulo neste sábado (24/10)

"O filme surgiu por acaso. Na adolescência eu surfava junto com Renzo Gracie [membro da terceira geração]. Nos encontramos e ele me ajudou no acesso. Passei a entender jiu-jitsu com as entrevistas na família”, afirma o cineasta ao Cineclick.

O longa traça uma linha do tempo da luta, mantida em segredo por séculos no Japão. No processo migratório da Primeira Guerra Mundial (1914-18), Carlos Gracie aprendeu a técnica e se tornou, ao lado do irmão mais novo Hélio, o pioneiro. Nos mais de 90 anos, o jiu-jitsu passou por diversas transformações e desembocou no Vale Tudo.

Para Victor Cesar Bota, brasileiro radicado em Nova York, desconhecer os pormenores da história da luta ajudou na realização do filme. “Eu ia respondendo às minhas perguntas que, na verdade, são as mesmas do espectador”. A missão de tornar a evolução clara não é fácil, especialmente por dois motivos.

O primeiro é que há uma quantidade imensa de nomes, todos iniciados com a letra “R”, envolvidos com a luta. O segundo motivo é a intensa rivalidade entre os descendentes, divididos, grosso modo, entre os que estão do lado de Hélio (morto em janeiro deste ano) e Carlos (morto em 1994). No centro da discussão, o uso da marca da família e as acusações para a violência do Vale Tudo.

“Foram seis anos de produção com uma dinâmica politicamente difícil”, explica o diretor, cauteloso a tocar no tema. “Muitos deles não se entendem e me falaram coisas como ‘se você entrevistar esse cara eu não falo com você’ ou ‘se você colocar fulano, eu não participo’. Essa foi a parte mais difícil”.

Bota define o filme como um olhar dos próprios Gracies para o jiu-jitsu. “Fiz muitas sessões com a família e sempre mostrava os primeiros cortes para Renzo. Não queria lavar roupa suja no filme, a intenção era passar algo legal sobre a história da luta”, completa.

Os Gracies e o Nascimento do Vale Tudo

Sábado (24/10), às 21h40, no Cine Bombril Sala 2 (Sessão 164)
Segunda-feira (26/10), às 13h30, no Unibanco Artplex 2 (Sessão 337)
Sábado (31/10), às 14h, no Cinema da Vila (Sessão 876)
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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
marcos - 27/10/2009 02:34
kkkkkkkkkkkkkkkk desculpa amigo joao carlos, a culpa e do meu pai (analfabeto), ele me tirou da escola pra ajudar no negorcio dele, com muita sort no negocio que comercou a 20 anos atras, hoje por semana 15 a 20 carretas de cimentos que abastece nossa cidade e cidades vizinhas, meu pai por ser analfabeto tem um salario invejavel hahahahahahahahahahaha. sou (braZileiro e o Cenado) que se !%#&% amigo hahahahahahahahahah
Atibaia - 25/10/2009 22:16
Nico, por que tanto ódio no coração? Algum Jiu jiteiro roubou sua mulher?
O BJJ tem esse nome para que seja vendido lá fora e é uma arte muito valorizada, que sustenta muitos pais de família no mundo inteiro.
Pelo que li, você é leigo e ainda está na época do Vale Tudo, hoje é MMA (mixed martial arts) e movimenta fortunas.
Se informe primeiro antes de falar mal de algo que não conhece, o Jiu Jitsu é uma arte essencial em combates corpo a corpo, todos que praticam o MMA tem de conhecê-lo. Os Gracies só queriam provar ao mundo que a arte era poderosa e de que outra forma poderiam fazer isso? Só na porrada mesmo, ou você acha que eles iam convencer alguém que sua arte era superior quebrando gelo, tabuinha?
Reconheço que houveram muitos mau exemplos nos primórdios do Jiu Jitsu e que por isso ele paga até hoje, mas atualmente a cena é outra. Ao invés de criticar sem saber, procure se informar.
Parece que você também não tem orgulho de sua Nação, faça um favor para os Brasileiros: Vaza!!! Aqui é ruim? Vai embora! Vai lavar prato e limpar banheiro de gringo, não que a atividade não seja digna, mas é o que todos que pensam como você deveriam ser condenados até o resto de suas vidas.
Se só existissem cabeçinhas iguais a sua, nossa Nação não iria a lugar nenhum.
Ahh... Vira lata é você, eu tenho raça.
Abraço
Nico - 25/10/2009 19:03
Como tudo nesse país de !%#&% q é o Brasil, o "brazilian jiu-jitsu" (tinha q americanizar né seus subdesenvolvidos, babacas e com alma de vira-lata) é mais uma coisa reflexo desse povinho, ouse seja, SUBDESENVOLVIDO! O q era uma ARTE marcial, norteada por princípios e responsabilidade, tornou-se uma ARMA maldosa e sádica nas mãos de analfabetos anencéfalos subdesenvolvidos criados em pais de 3 mundo! Desvirtuaram o sentido da luta como instrumento de autodefesa da integridade física e principalmente da HONRA e transformaram em um instrumento de intimidação "a la carioca" favelado, desdentado, "casca-grossa", malandrão, baderneiro, criminoso, brutamonte, "machão", com cérebro altamente comprometido e doente q na falta de valores tenta "aparecer" ou se impor pela violência imoral e COVARDE se valendo de técnicas de luta q foram descobertas e desenvolvidas há muito tempo por OUTRAS PESSOAS e adaptadas ao chiqueiro em q vivem esses otários, imbecís sem cérebro da famigerada família Gracie! Merecem levar umas boas porradas, como aliás eu já vi acontecer com o "lendário" Roycie Gracie quando desesperado e acuado levou uma verdadeira surra de um japones fraco e sem expressão no Pride. Acho q foi a última luta do coitado. É evidente q sendo uma das maneiras de acabar a luta imobilizar o adversário, o jiu-jitsu prevalecer nessas competições. Mas daí classificá-la como a melhor luta, me faz dar gargalhadas! Ainda mais se for o contaminado "brazilian jiu-jtsu" q é a luta mias nojenta e feia q já vi na vida! Os podres gayzões ficam roçando na pele e no suor do adversário, rastejam no chão igual ratos ou vermes, muitas vezes caem deliberadamente no ringue para q o adversãrio se rebaixe, não conseguem lutar q nem homem no "mano a mano". Pq em uma luta de verdade seriam MASSACRADOS! E aquele otário e malandrão do Rickson Gracie q dizem nunca ter perdido uma luta, só lutou com fracotes e desconhecidos! NUNCA pegou um lutador de verdade, forte e dos expressivos, só lutou com pangaré! Assim até eu me aposento sem nunca perder! Pq ele não lutou com o Mark Keer, Procop, Igor Boutchanchim, Marco Rua, Fedor, Lidel, Minotauro, Arona, etc? Pq apanharia q nem um condenado! Família de malandrões, encrenqueiros, anencéfalos e ignorantes! E tenho dito.
Francisco Jr. - 25/10/2009 15:08
Concordo que "braZileiros e Cenado" foram golpes baixos na nossa ortografia!!... mas calma aí! Não há como negar que esta arte é capaz de aglutinar sobre o tatame indivíduos de diversas origens e condições socio-economico-culturais diferentes, sabedores da disciplina milenar proposta por seus antecessores, onde posicionam-se a família Gracie! Nossas escolas são a base formadora da nossa sociedade e trabalha em conjunto com valores da família... é possível ver atitudes de todo tipo brotando do seu seio... alguma delas nada louváveis!!! Mesmo assim não posso propor uma caça as instituições de ensino pelos maus exemplos... mas motivaria toda e qualquer forma de enaltecer Mestres e Professores na árdua e as vezes solitária missão de formar seres cada vez mais humanos!!! é isto que o filme faz... e eu o felicito.
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