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Na 32ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, um dos grandes destaques na programação foi
Deixa Ela Entrar, produção sueca que arrebatou mais de 50 prêmios ao redor do mundo em festivais pelos quais passou, além de ter conquistado o público brasileiro. Mas, em 2008, seu diretor, Tomas Alfredson, não veio a São Paulo. Este ano, no entanto, sua visita ocorre ao lado da comitiva de cineastas suecos que, a convite da Mostra e do Swedish Film Institute, estão no Brasil para uma série de atividades. Nesta quinta-feira (29/10), Alfredson conversará com estudantes da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP), após exibição de
Deixa Ela Entrar, às 19h.
Em conversa com o
Cineclick, o cineasta confessou estar “ansioso” pelo encontro. “Mais do que falar com os estudantes, estou ansioso para saber o que eles têm a dizer sobre o filme”. E brinca: “Falarei muito sobre escuridão e neve, coisas que vocês não têm aqui, mas temos muito na Suécia!” Além das dezenas de prêmios,
Deixa Ela Entrar será refilmado numa versão norte-americana. “Quando soube, odiei a ideia”, admite Alfredson. “Senti ciúmes, mas tive de me acostumar com isso. E acho triste pensar que a audiência norte-americana não é capaz de apreciar filmes de outros países.” Os produtores de
Let Me In, como o
remake foi nomeado, afirmam que o roteiro será mais baseado no livro que deu origem a
Deixa Ela Entrar, de Ajvide Lindqvist (também roteirista do longa sueco). original. Esta nova versão será dirigida por Matt Reeves (
Cloverfield – O Monstro) e não contará com qualquer envolvimento de Alfredson.
O fato é que
Deixa Ela Entrar também abriu novas portas ao cineasta sueco, que foi convidado por Nicole Kidman (
Austrália) a dirigir o drama que ela está produzindo,
The Danish Girl. Nicole também protagonizará o filme, baseado na história real do pintor Einar Wegener, que, nos anos 20, foi a primeira pessoa a passar por uma cirurgia de operação de troca de sexo. “É um homem que compreende sua vontade de ser mulher, mas morre na mesa de operação”, continua Alfredson.
“Nicole viu meu filme e me convidou para dirigir, Quando recebi a ligação, achei que ela estivesse procurando a pessoa errada, não acreditei!”, lembra o diretor, que vê como vantagem o fato de poder trabalhar com equipe escandinava neste longa-metragem, que será filmado na Dinamarca. “A Nicole é talentosa e corajosa, escolhe bons projetos e, assim, ser diferente de outras atrizes. Por isso, fiquei muito feliz ao ser convidado”, acredita o diretor, que, no momento, está tentando fechar o contrato com a atriz que viverá a esposa californiana do protagonista de
The Danish Girl. Ela entrará no lugar da primeira opção para o papel, Charlize Theron
(Hancock), que teve de abandonar o projeto por conflitos de agenda. O drama começa a ser rodado aproximadamente em março de 2010.