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A defesa de
Roman Polanski, preso na Suíça em setembro sob acusações de abuso contra uma garota de 13 anos, nega que o cineasta pretende voltar para os Estados Unidos voluntariamente.
Herve Temime, um dos advogados de Polanski, afirmou que ele vai continuar lutando contra a extradição para os Estados Unidos. A Justiça norte-americana tem até o fim de novembro para pedir a volta do cineasta.
O cineasta foi preso em setembro pela acusação de ter abusado sexualmente de uma menina de 13 anos, em 1977. Por causa desse processo, o cineasta nunca mais pôde voltar aos EUA, nem quando ganhou o Oscar de Melhor Diretor em 2003 por
O Pianista.
De acordo com o
Washington Post, Polanski teria pago US$ 500 mil à vítima Samantha Geimer, em 1993, para que ela retirasse as acusações de estupro. Em 1978, condenado por ter mantido "relações sexuais ilegais" com uma adolescente de 13 anos, o diretor fugiu dos EUA alegando impossibilidade de defesa.
Mesmo preso, o cineasta pretende finalizar seu novo filme,
The Ghost.