Foto: Divulgação
Chegando à terceira edição em 2009, a Mostra CineBH ocorre na capital mineira entre os dias 15 e 20 de outubro com o objetivo de conectar a produção independente ao mercado audiovisual mundial, discutindo as implicações, vantagens e dificuldades do formato de co-produção internacional. Aproveitando o Ano da França no Brasil, a CineBH convida a França para dialogar com a produção brasileira, por meio de exibições de filmes e participação de convidados franceses em diversos debates e seminários. Assim, a Mostra CineBH 2009 internacionaliza-se pela primeira vez e propõe como temática desta edição a co-produção internacional, buscando discutir por meio da exibição de filmes, brasileiros e internacionais, e da realização de seminários e mesas de debate, um histórico das co-produções no Brasil e as oportunidades e desafios dessa nova modalidade de produção para os produtores e cineastas brasileiros.
Dentro desta temática, a mostra homenageia este ano a produtora
O2 Filmes. Tendo como sócios-fundadores os diretores Fernando Meirelles e Paulo Morelli, além da produtora Andrea Barata Ribeiro, a produtora iniciou suas atividades em 1991, trabalhando então exclusivamente no mercado publicitário. A produção de longas começou em 99, com
Domésticas - O Filme, dirigido por Meirelles e Nando Olival. O segundo longa-metragem produzido pela
O2 Filmes já foi uma co-produção, com a França:
Cidade de Deus, uma das mais importantes obras da cinematografia brasileira. Outros longas da
02 Filmes em co-produção internacional foram
Ensaio Sobre a Cegueira e
O Banheiro do Papa. A produtora também age como co-produtora de longas filmados no Brasil, como foi o caso de
Os Mercenários.
A Mostra CineBH terpa suas atividades centradas no tradicional bairro de Santa Tereza, onde será instalada a Vila do Cinema - composta pelo Cine-Praça (espaço para mais de mil espectadores), Cine-Tenda (com 400 lugares), instalados na Praça Duque de Caxias, e no Cine Santa Tereza, fundado em 1944 e desativado desde 1980. O cinema, com 500 lugares, foi recuperado especialmente para sediar o evento.
A Mostra CineBH 2009 promove uma programação gratuita, que atrai mais de 20 mil pessoas durante seis dias de evento. Além das exibições de filmes em pré-estreias nacionais e internacionais, retrospectivas, oficinas, seminário, debates, cine-escola, mostrinha de cinema, a Mostra CineBH 2009 também reúne outras manifestações da arte – exposição, artes plásticas, lançamento de livros e atrações musicais. Com o objetivo de aproximar a discussão entre cinema e educação, o projeto A Escola Vai ao Cinema que será promovido durante a Mostra CineBH, entre os dias 16 e 20 de outubro. Este ano, quatro longas estão programados para as sessões cine-escola, que atenderão alunos a partir de cinco anos:
Entre os Muros da Escola, de Laurent Cantet;
Palavra (En)cantada, de Helena Solberg;
Houve Uma Vez Dois Verões, de Jorge Furtado; e
O Grilo Feliz e Os Insetos Gigantes, animação de Walbercy Ribas e Rafael Ribas.
A organização ainda não divulgou os longas-metragens que farão parte da Mostra CineBH. Por enquanto, confira os curtas-metragens selecionados:
A arquitetura do corpo, de Marcos Pimentel (MG)
A Casa de Cel. Messias, de Rodrigo Maia (MG)
A maçã de Botero, de Mariana Dias Weis e Moira Toledo (SP)
A tal guerreira, de Marcelo Caetano (SP)
Afluentis, de Rodrigo Savastano e Ram Pace (RJ)
Alto astral, de Hugo Pierot e Gláucia Barbosa (CE)
Amanda & Monick, de André da Costa Pinto (PB)
Biografia da mudança, de Alexandre Carvalho (MG)
C.J.K, de Elisa Gazzinelli e Ana Paula Gazzinelli
Darluz, de Leandro Goddinho (SP)
De volta ao quarto 666, de Gustavo Spolidoro (RS)
Diante da lei, de Alyson Lacerda (CE)
Duas fitas, de Carla Comino (SP)
Filme de sábado, de Gabriel Martins (MG)
Fronteira, de Arthur Tuoto (PR)
Jarro de Peixes, de Salomão Santana (CE)
Kinetoscópio Mane Cocó, de Firmindo Holanda (CE)
Medo do Escuro, de Cauê Brandão (DF)
Minha avó comemora aniversário com suas amigas de hidroginástica, de Leonardo Amaral (MG)
Minha tia, meu primo, de Douglas Soares (RJ)
Não me deixe em casa, de Daniel Aragão (PE)
O anão que virou gigante, de Marão (RJ)
O desgosto dá mais lenha pra pensar, de Felipe Altenfelder Silva (SP)
O elétrico jardim da escuridão, de Mariana Campos (MG)
O filme mais violento do mundo, de Gilberto Scarpa (MG)
O homem provisório, de Gilberto Cardoso (MG)
O teu sorriso, de Pedro Freire (RJ)
O vampiro do meio dia, de Anita Rocha da Silveira (RJ)
Perto de Casa, de Sérgio Borges (MG)
Phiro, de Gregório Graziosi (SP)
Quando o vento sopra, de Petrus Cariry (CE)
Quarto de espera, de Bruno Carboni e Davi Pretto (RS)
Reza, dos alunos da rede pública municipal de Divino de São Lourenço (ES)
Silêncio e Sombras, de Murilo Hauser (PR)
Tempo de Cinzas, de Arnaldo Belotto (PR)
Mostrinha de Cinema
A festa que caiu do céu, de Karen Akerman (RJ)
A garrafa do diabo, de Fernando Coimbra (SP)
Fance, de Flávio Chiarini Pereira (SC)
Jardim das Cores, de Guilherme Reis (MG)
O menino quadradinho, de Diego Lopes (PR)