LOKI - ARNALDO BAPTISTA

(Loki - Arnaldo Baptista, 2007)
Nota Cineclick
77099 Este filme estreou em: 19 de Junho de 2009

Cinebiografia do músico Arnaldo Baptista, ex-integrante dos Mutantes, contada por meio de um quadro traçado pelo próprio artista. A narrativa é intercalada com imagens históricas que remetem aos principais momentos de sua trajetória artística.




CRÍTICA  


PRÊMIOS

- Melhor Documentário no Festival do Rio 2008.

 
FICHA TÉCNICA
Diretor: Paulo Henrique Fontenelle
Elenco: Depoimentos de: Arnaldo Baptista, Tom Zé, Nelson Motta, Gilberto Gil, Sean Lennon.
Produção: André Saddy, Isabella Monteiro
Roteiro: Paulo Henrique Fontenelle
Fotografia: Marco Moreira
Trilha Sonora: Arnaldo Baptista, Mutantes
Duração: 120 min.
Ano: 2007
País: Brasil
Gênero: Documentário
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Canal Brasil
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DIRETOR ATOR/ATRIZ ANO
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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Mariangela Machado - 26/09/2009 22:27
O documentário é excelente. Uma grande história, muito bem contata. Sem mocinhos nem bandidos. Fala de música de excelente qualidade. E, por tabela, é uma aula da história da cultura brasileira. Parabéns aos realizadores, Mariãngela
tais Ziegler - 20/07/2009 19:04
Saí da seção com um nó.
extremamente simples e impressionantemente complexo, lindo..
fantástico!
luiz buono - 09/07/2009 13:20
mmmmmuuuuuuuuuuuuuuuto bommmmmmm
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR - 21/06/2009 15:25
Primeiro longa-metragem produzido pelo Canal Brasil, mostra de forma direta e didática (no bom sentido) a vida de um dos artistas mais influentes da música brasileira da segunda metade do século XX: Arnaldo Baptista. Ele que com seu irmão, Sergio Dias, formou o conjunto ícone da tropicália, os MUTANTES. Como qualquer adolescente da década de 60 - e diria que até hoje em dia - desejava montar um grupo de rock. No interior de Minas Gerais, um grupo de quatro amigos resolveram formar um grupo de rock mais para tirar fotos e posar de modernos. Naquela época as grandes referências musicais eram os Beatles e os Rolling Stones. A mãe de Arnaldo e de Sergio era uma pianista de mão cheia, que era acostumada a se apresentar seus concertos na cidade de Juiz de Fora. Inegavelmente a influência musical da mãe sobre os filhos foi determinante para a carreira destes. Quando os irmãos se mudaram para São Paulo, eles formaram um grupo chamado THE THUNDERS, com alguns colegas de escola. Havia um grupo de meninas que também tinham um grupo, as TEENAGE SINGERS. Do cruzamento de ambos os grupos foi formado OS MUTANTES. Rita Lee fazia parte do grupo. É bom lembrar que nenhum dos componentes tinha mais de 18 anos. Tudo era um frescor só em termos musicais. Arnaldo Baptista era o líder musical, Sergio Dias era um exímio guitarrista e Rita Lee representava o lado lúdico, circense, por assim dizer. OS MUTANTES passaram a dar ao rock uma identidade tupiniquim. Eles não se preoucavam simplesmente em copiar os conjuntos internacionais. E como diz o crítico musical, Tarik de Souza, a maior influência dos grupos de rock nacionais no final dos anos 60 eram os grupos italianos e não os ingleses e os americanos, como se poderia supor. A apresentação dos MUTANTES com Gilberto Gil no Festival da Record, com arranjo do maestro Rogério Duprat, cantando "Domingo no parque" é genial. Ainda mais quando temos a oportunidade de ouvir em alto e bom som dentro de uma sala de cinema. A apresentação de "Panis et circenses", um dos clássicos dos MUTANTES, para a TV Cultura de São Paulo, é antológica. Arnaldo Baptista e Rita Lee apaixonaram-se e casaram-se. O grupo todo foi para uma fazenda no Mato Grosso comemorar a lua de mel. O consumo de LSD naquela época era disseminado, principalmente no meio musical, é claro. Rita Lee separou-se de Arnaldo, fato que até hoje não foi bem esclarecido (e Rita Lee nunca veio à público explicitar os reais motivos da separação). Segundo o artista plástico, Antonio Peticov, Rita e Arnaldo tinham personalidades muito semelhantes, o que não funcionaria num casamento. Arnaldo Baptista ficou deprimido, e não se sabe se por isso ou pelo uso de drogas, teve de ser internado em instituições psiquiátricas por algumas vezes. O Arnaldo Baptista que mora atualmente no interior de Minas Gerais com sua terceira esposa, uma fã sua que passou a cuidar dele quando de sua saída do hospital após uma tentativa de suicídio no início dos anos 80. Com a saída de Rita Lee, os MUTANTES se tornaram um grupo de rock progressivo, muito influenciados pelo YES, deixando de lado o aspecto lúdico dos primeiros álbuns. Isso pode ser evidenciado pelo álbum "O A e o Z". Arnaldo Baptista se mostrava cada vez mais inacessível como pessoa e na sua obra. Lançou discos solos e tentou se reagrupar num outro conjunto após o término dos MUTANTES. O interesse pelo grupo, principalmente no exterior (vide Kurt Cobain, do Nirvana; Sean Lennon), sempre foi grande. O legado dos MUTANTES já havia se amalgamado à cultura musical do ocidente. Apesar de ficar a maior parte do tempo no interior de seu sítio em Minas Gerais, pintando, Arnaldo Baptista, voltou com os MUTANTES, com Zélia Duncan nos vocais, para shows em Londres e em São Paulo (onde mais de 80 mil pessoas testemunharam o revival do grupo). Uma aula de história e de música. Imperdível!