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Durante oito anos,
houve dois prêmios para interpretação: Melhor
Ator e Melhor Atriz. Foi somente em 1936 que a Academia criou
duas categorias adicionais de interpretação: Melhor
Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante. Essa decisão
da Academia pediu, é claro, novas regras para esclarecer
a distinção entre os papéis principais
e os dos coadjuvantes. No início, a Academia solicitou
aos estúdios que designassem os papéis principais
e coadjuvantes em sua lista anual de recomendados, o que acabou
dando aos estúdios muito poder. Por exemplo, em 1942,
a atriz Agnes Moorehead foi indicada por um papel coadjuvante
no filme Soberba,
de Orson Welles, porque o estúdio RKO não acreditava
que ela tinha chance de ganhar o prêmio principal. Depois,
a própria Academia criou suas regras para a distinção,
que foram sendo alteradas durantes os anos. |

Agnes Moorehead |

Galé Sondergaad |

Catherine Zeta-Jones |
A confusão só
começou a ser desfeita em 1964, quando a Academia alterou
o regulamento e decidiu que a determinação quanto
a um papel ser principal ou coadjuvante seria feita individualmente
pelos membros do setor de interpretação. Mas
ainda assim, os critérios utilizados para distinguir
entre os papéis principais e os dos coadjuvantes estão
longe de ser claros e a confusão prevalece.
O primeira atriz a ganhar um Oscar de coadjuvante foi Galé
Sondergaad, por sua interpretação no filme Adversidade
(1936). A última foi Catherine Zeta-Jones, em 2003,
por Chicago. |
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