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É certo entre os estudiosos que 25 de dezembro não seja a data verdadeira do nascimento de Jesus Cristo. Mas a Igreja Católica tomou este dia como símbolo a partir do século 4, mais precisamente em 324 do calendário de Philocalus. Ela foi incluída pela primeira vez a pedido do Papa Júlio I para cristianizar as festas pagãs conhecidas como Saturnália, que eram realizadas entre 17 e 24 de dezembro, antecipando a festa do dia mais curto do ano e do Novo Sol.
O costume de montar árvores decoradas na época do Natal vem do século 16 e várias são as lendas que tentam explicar sua origem. A mais popular delas conta que São Vilfrido estava pregando aos pagãos que viviam na Europa Central e derrubou um carvalho que eles cultuavam como divindade. No mesmo instante, uma tempestade tomou conta do lugar e um raio atingiu o carvalho, destruindo-o completamente. Porém, ao seu lado, um pequeno pinheiro havia ficado intacto. São Vilfrido, então, aproveitou-se desse sinal para pregar na noite de Natal a vitória de Deus sobre os deuses pagãos.

É um dos símbolos mais populares nos países católicos e reproduz o cenário onde Cristo nasceu, com as figuras do Menino Jesus, José, Maria, animais, pastores e os três reis magos. O primeiro presépio foi feito em 1223 por São Francisco de Assis, nas redondezas de Greccio, Itália. Conta-se que, ao passear por uma floresta, encontrou um estábulo abandonado. No dia seguinte, ele trouxe uma estátua de criança, colocando-a sobre a palha. Os animais que o acompanhavam ficaram em volta da estátua. As pessoas da região aproximaram-se para ver o que estava acontecendo e entoaram cânticos natalinos. Assim, São Francisco, vendo que as igrejas ficavam vazias na Noite de Natal, pediu ao Papa para fazer uma réplica de gruta nos templos. Depois da autorização, ele pediu a Giovanni Villita que criasse o primeiro presépio que se tem notícia.

A prática de enviar cartões de Natal teria surgido na Inglaterra, no ano de 1843. Foram criados pelo artista inglês William Egly a pedido de Sir Henry Cole, então diretor do Museu Britânico, que, sem tempo de escrever à mão as felicitações de Natal, mandou fazer um desenho natalino com um espaço onde escreveu breves palavras.

O costume de colocar presentes sob as árvores de Natal começou durante o reinado de Elizabete I, filha de Henrique VIII, na Inglaterra do século 16. Ela promovia festas natalinas e recebia muitos presentes. Como era praticamente impossível receber pessoalmente todos os presentes dados, adotou-se o costume de deixá-los sob uma grande árvore natalina, montada nos jardins do palácio real.

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