29/09/2009 15h09
TERROR NA ANTÁRTIDA
Nota Cineclick
Celso Sabadin
Terror na Antártida Quem vai muito ao cinema já passou pela tradicional situação de sentar-se na frente de alguém que gosta de ficar “explicando o filme” em voz alta. O protagonista entra no carro e o sujeito atrás de nós fala: “Olha, ele entrou no carro”. E assim por diante.

Chato, não é?

Muito mais chato quando isso acontece dentro do próprio filme, como é o caso de Terror na Antártida. Verdade: em várias cenas, sempre aparece algum personagem disposto a explicar para o público o que está acontecendo na trama. Exemplo: a policial vê um rastro de sangue sobre o gelo. Aparece algum coadjuvante para dizer: “Oh, um rastro de sangue sobre o gelo”. Ou em outro momento um veículo estaciona numa gigantesca planície gelada, no meio do nada. Surge alguém para dizer: “Oh, estamos no meio do nada!”. Como diz um amigo meu, é filme bom pra passar no rádio.

Se esta inabilidade na utilização da linguagem cinematográfica fosse o único problema de Terror na Antártida, tudo bem. Mas não é. Ineficaz para criar empatia do público com os personagens, Dominic Sena (o mesmo de A Senha: Swordfish) dirige uma aventura sonolenta que comete um pecado mortal para toda e qualquer aventura: não se consegue torcer a favor dos heróis, nem contra os vilões. Tudo é muito frio (sem trocadilho) e sem emoção nesta trama banal e desinteressante.

Carrie (a bela Kate Beckinsale, de Anjos da Noite – Underworld, que sem mais nem porque tira a roupa logo em sua primeira cena) é uma agente federal que atua numa base isolada no meio do gelo da Antártida. Também não fica muito claro por que uma base de pesquisas precisa ter uma agente federal, mas tudo bem. Nada de muito importante e/ ou policial acontece por ali, até o dia em que um corpo é encontrado no meio de uma vasta planície de gelo, longe de tudo e de todos, sem mochila, sem equipamento e com metade do rosto desfigurado. Um mistério que Carrie precisa resolver. Enquanto isso, a moça tem pesadelos com alguns fatos terríveis que aconteceram em seu passado. Mais clichê, difícil.

Aí vem a pergunta que não quer calar: e o tal do “terror” na Antártida? Pura propaganda enganosa da distribuidora. O filme não é de terror. É uma aventura policial que não tem absolutamente nada de lobisomens, vampiros, zumbis, espíritos, reencarnações, PCC, Comando Vermelho, Xuxa ou qualquer outro elemento relacionado ao terror. Pode até ser um terror de filme, mas não é um filme de terror.

E uma dica final: a resolução do mistério do corpo encontrado desfigurado no meio do nada é igualzinha à do filme O Preço da Traição, com Nick Nolte. Pronto, falei.
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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Filipe - 08/01/2010 22:58
To baxando o filme pra v. flam q eh mto ruim, mas vo conferi pra ve como q eh. e a critica do celso tah mto bom, cheia de tiradas do filme. a melhor foi: n eh um filme de terror. pode ser um terror de filme, mas filme de terror nunca... tah mto boa. depois passo aki pra disse como q eh o filme.
Flavio - 24/11/2009 10:57
PIOR FILME QUE JÁ ASSISTI.Sabe aquele filme que depois que termina você fala: " -Puts, perdi o dinheiro do igresso e 2horas de minha vida".
A crítica foi bem superficial, se fosse eu a falar deste filme, kk, não iria ser legal.
RUIM!MUITO RUIM!!
thiago schwanz - 02/11/2009 14:20
seja sincera vc gostou do que nesse filme? nao estou lhe criticando...de forma nennhuma, apenas gostaria de escutar alguma defesa para essa obra.

grato

bjus
Thiago Schwanz - 02/11/2009 14:15
Sinceramente achei a analise do critico muito interessante e com total fundamentacao.
o Filme não é pessimo se tratando de uma exposicao para sessao da tarde na globo pos alguma novelinha repetida.
o Filme pode ser considerado bom ou então novidade, para qualquer pessoa que nao assiste muito cinema.
As grandes novidades do filme sao simplismente DETALHES de qualquer outro filme, assim como o grande desfeixo e baseado em qualquer uma das ferramentas PRAXI do cinema.

Espero que acreditem e nem vejam, pois ninguem gosta de gastar dinheiro, esperem para assistir na TV assim nao sera tao traumatico.