13/10/2009 17h10
TE AMAREI PARA SEMPRE
Nota Cineclick
Angélica Bito
Te Amarei Para Sempre Te Amarei Para Sempre é a versão cinematográfica do romance A Mulher Do Viajante No Tempo, de Audrey Niffenegger. Títulos bem diferentes entre si, no caso. Resta dizer que a história tem muito mais a ver, claro, com o título da obra original do que com o que o filme recebeu no mercado brasileiro, mais uma tática publicitária para levar ao cinema espectadores que querem um romance daqueles bem açucarados, sobre amores que resistem ao tempo. Mas não recebem.

A tal da mulher do viajante do tempo é Clare (Rachel McAdams), uma estudante de artes que desde pequena sabe que vai casar com Henry (Eric Bana). Aliás, não é segredo nenhum que eles acabam tendo um relacionamento, mas há um aspecto bem peculiar que coloca sérios obstáculos nesse amor – afinal, histórias de amor sem conflitos não são interessantes, pelo menos para o cinema -: ele viaja no tempo espontaneamente. Não é como o personagem de A Máquina do Tempo, clássico romance de H.G. Wells, que desenvolve uma máquina para viajar no tempo; Henry tem o costume de desaparecer de repente, deixando somente suas roupas, para reaparecer em locais com os quais tem certa afinidade. Nu. É mais ou menos como O Efeito Borboleta, mas sem o suspense nem as “mandingas” para concretizar a viagem. Na realidade, Te Amarei Para Sempre trata essa anomalia genética do protagonista de uma forma bastante natural. E isso é o que mais incomoda no filme.

Sua abordagem não chega a ser focada no suspense que as viagens ao tempo do protagonista podem ocasionar, mas sim no romance entre ele e Clare, que passa sua vida nutrindo esse amor por Henry, superando qualquer tipo de carência ou ausência ocasionada pelas questões do amado. O filme, dirigido por Robert Schwentke (Plano de Vôo), já começa confuso. Nessa tentativa de desenvolver um romance de narrativa pouco convencional, com saltos para o futuro, passado e presente, o roteiro de Bruce Joel Rubin (Impacto Profundo) não faz muito além de confundir o espectador, que acaba ficando mais preocupado em tentar entender a história do que compreender esse amor tão impossível entre os protagonistas.

É um romance fadado ao fracasso, o que já afasta o espectador de se envolver com o longa. Nada contra amores impossíveis: filmes como Titanic e King Kong, por exemplo, estão aí para provar que esse argumento não é empecilho para bons romances. O problema existe quando a trama é incapaz de envolver o espectador e é este o caso de Te Amarei Para Sempre, não somente por causa do roteiro, mas também pela falta de química entre os protagonistas.

Aliás, curiosa a escolha musical no casamento do casal, que dança em plena festa embalado pela nada esperançosa Love Will Tear Us Apart, originalmente gravada pelo Joy Division e, no filme, interpretada pela excelente banda canadense Broken Social Scene. É um aviso: um amor fadado às decepções. Pelo menos dá para pensar que nenhum relacionamento é pior do que amar um homem que viaja no tempo sem aviso prévio.
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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Thaís - 22/11/2009 11:26
Quando vi o trailer me encantei e fiquei desesperada para ver o filme, que na verdade não foi "tudo isso", parece que falta alguma coisa, mas vale a pena ver sim.Talvez o livro contenha esse "alguma coisa" que talvez não tenham conseguido passar no filme. Os protagonistas formam casal maravilhoso, as crianças são maravilhosas e fizeram perfeitamente o papel!
Stephaní - 18/11/2009 21:29
Eu AMEI o filme, chorei demais no final!!!História muito bonita e muito triste também.Concordo que coisas ficaram pairando no ar, mas até a vida real as vezes é assim, então não tem porque querer tanto isso no filme!!Também recomendo, é um ótimo filme pra olhar com quem se ama!
ailsão - 03/11/2009 04:10
Assisti o filme e achei um pouco confuso, como por exemplo, aquele doutor que ganha uma espécie de prêmio, a história dele fica meia perdida no filme, sei que ele não é o alvo! Demais coisas coisas deveriam ser mais trabalhadas no filme, como por exemplo, elucidar a mutação genética sofrida pelo protagonista do filme! Há partes que o amor paira no ar, ou até mesmo, a emoção; mas o final do filme ficou um pouco a desejar! eu conceituo com 3 estrelas!!!
Juliana - 30/10/2009 00:13
Eu, como aprecio um bom romance, confuso mesmo, como "E se fosse verdade...", "Como se fosse a primeira vez", "Gosth", entre outros, o filme é excelente. Adorei a historia, e o casal é uma graça! ^^
De fato, quem fez a crítica, não curte romance.
Enfim, recomendo o filme.