29/10/2009 09h10
MATADORES DE VAMPIRAS LÉSBICAS
Nota Cineclick
Ana Martinelli
Matadores de Vampiras Lésbicas

Dois amigos sozinhos que não têm mulher, nem o que fazer num feriado, resolvem viajar. Quatro amigas muito gostosas, com pouca roupa e não muita inteligência a fim de curtir e um vilarejo com uma maldição que transforma todas as mulheres a partir dos 18 anos em vampiras lésbicas. Parece e é uma grande bobagem, mas Matadores de Vampiras Lésbicas não tem a pretensão de se levar a sério. Divertido para além dos clichês.

O filme trabalha a partir de personagens-estereótipos e consegue divertir com piadas bem sacadas. O terror serve como desculpa para escamotear a comédia, com a representação das vampiras como mulheres lindas e sedutoras, que sussurram e usam pouquíssima roupa. Lésbicas, lambem-se e beijam umas as outras; devoram os homens e escravizam as mulheres para seu deleite. Pode se dizer que é um sonho de consumo masculino bastante recorrente, não?

Mas o destino, esse tão imprevisível destino capaz de pregar peças nos humanos, fará com que o sexo e o desejo fiquem apenas no plano do platônico. Ao cair da noite, a cabana onde os seis estão começa a ser atacada pelas vampiras. Trudi, Eva e Anke são levadas, sobram apenas Lotte (MyAnna Buring), a mais inteligente do grupo e não menos sexy, o tímido e desajeitado Jimmy (Mathew Horne) e Flecht (James Corden, dublado por João Gordo na versão brasileira), o gordinho que quer se dar bem.

Descobrem que a lenda de Carmilla, a rainha Vampira, é verdadeira e a única chance de sobreviverem àquela noite infernal será se transformarem em Matadores de Vampiras Lésbicas. Para tal, contarão com a ajuda do vigário para impedir que a profecia da Lua Vermelha se concretize e Carmilla ressurja das trevas para dominar o mundo.

Mas Jimmy e Lotte são peças chaves para a ressurreição da Rainha Vampira. Aí entra o sobrenatural: Jimmy é o último dos descendentes dos McLaren, linhagem direta do barão que matou Carmilla. Para a profecia se realizar, as seguidoras de Carmilla precisam unir o sangue do garoto com o de uma virgem. Coincidência exagerada ou não, Lotte é uma virgem e, com a iminência da morte, está louca para resolver esta questão.

Verdade seja dita: se o diretor Phil Claydon (Alone) não fosse tão habilidoso e apaixonado por filmes de terror, Matadores de Vampiras Lésbicas seria como qualquer outra coisa que você já viu dos bobinhos filmes adolescentes de terror made in USA, mas Claydon é bom. E usa os clichês-fetiches em prol de sua apurada ironia.

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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Bru - 16/11/2009 15:18
As comparaçoes foram boas e uma coisa e que Crepusculo sera totalmente diferente de Lua Nova mais intenso,apaixonante...
Bom hoje em Toquio começou a passar que odio por nao ser aqui no Brasil.
Alem do genero ser o mesmo o tema e diferente, uma coisa o catolicismo e contra coisas demoniacas...
mas uma coisa sem sentido e que a Igreja catolica e muito vampiresca.
Kemobs - 05/11/2009 23:59
Pior que ver o filme, bom ou ruim, é ter que ler críticas à uma tradução, de quem nem sabe escrever.
Fabio David - 04/11/2009 13:29
isso é um filme trash... bobaum !!!
Rick - 04/11/2009 10:36
Quem for assistir esse filme esperando algo "similar" a Crepúsculo, True Blood do canal pago HBO ou o "clássico" dos anos 80, A Hora do Espanto vai se decepcionar. É preciso assistí-lo com o espírito "trash movie". E nisso, o filme cumpre a sua função: um filme vampiresco descompromissado. Vampiras sanguessugas que preferem o sangue de uma virgem ao de um nerd "virgem". Que dureza... Um bom título para uma (im)provável seqüência seria: Matadores de Vampiras Prostitutas. Assim, talvez os heróis nerds tenham alguma chance de deixar a sua vida "assexuada".