03/11/2009 15h11
JOGOS MORTAIS VI
Nota Cineclick
Angélica Bito
JOGOS MORTAIS VI O desempenho de Jogos Mortais VI nas bilheterias norte-americanas é um indício do comportamento do público-alvo da milionária série de terror: talvez até mesmo os fãs estejam cansados. Com orçamento de US$ 11 milhões, caiu da segunda para a sexta posição na lista dos mais vistos nos EUA na segunda semana em cartaz, faturando US$ 22 milhões em 14 dias. Para se ter uma ideia, Jogos Mortais V estreou em 2008 acumulando US$ 30 milhões no primeiro fim de semana em cartaz, somente nos EUA, com um faturamento total de US$ 113 milhões; Jogos Mortais, que deu o ponta pé inicial na franquia, em 2004, acumulou US$ 103 milhões ao redor do planeta.

E, de fato, a resposta do público nos cinemas pode ser vista como reflexo do que podemos esperar com Jogos Mortais VI: mais do mesmo. Nem a estrutura narrativa muda nesses seis episódios, diluídos em cinco anos de vida. Desde Jogos Mortais III, temos um novo vilão, o detetive Hoffman (Costas Mandylor), que assume a herança de Jigsaw (Tobin Bell) em sua jornada de extrema violência em nome da moral e dos bons costumes. A primeira cena mostra de longe o jogo mais violento do filme: dois agiotas são colocados frente a frente com o objetivo de cortar partes de suas próprias carnes. Quem colocar na balança o maior peso em um minuto sobrevive. É desesperador. Como qualquer morte que podemos esperar da série.

Litros de sangue e quilos de tripas falsas são consumidos no sexto filme da série. Neste episódio, Jill (Betsy Russell), viúva de Jigsaw, tem uma participação maior nos jogos “encomendados” pelo marido antes de morrer. O principal alvo do assassino neste filme é William (Mark Rolston), homem que trabalha numa empresa de seguros de saúde, responsável pela autorização (ou não) de tratamentos médicos dos clientes. Claro, ele é um mau caráter de marca maior e é colocado num jogo no qual ele mesmo tem de decidir se pessoas solitárias ou que fumam devem morrer ou não, num moralismo extremo, que incomoda tanto quanto a violência visual das mortes. A direção de arte dá ênfase ao sadismo dos jogos, como já é de se esperar, mas o filme toca na mesma tecla de todos os cinco anteriores e, embora seu roteiro tente reservar surpresas ao público, não é o suficiente.

O espectador pode encontrar o que espera em Jogos Mortais VI, dirigido por Kevin Greutert – que assume pela primeira vez a cadeira de diretor de um filme da série, depois de ter trabalhado na montagem dos anteriores: mortes, litros de sangue falso, vítimas desesperadas e angustiadas, moralismo e reviravoltas. O excesso de flash-backs tira a necessidade do público de ter visto todos os cinco filmes anteriores: tudo na trama é explicado. Ao mesmo tempo, o filme também abusa dos flash-backs referentes a minutos anteriores da projeção, tornando o longa redundante demais. Para os que acompanham a série desde o início, então, a redundância incomoda mais ainda, ao mesmo tempo em que não conquista a empatia de novos admiradores.

Recentemente, o produtor da série afirmou que a sétima continuação será em 3D e garantiu pelo menos até a oitava parte. A questão é: será que a franquia é capaz de se manter por mais dois filmes?
BUSCA DE CRÍTICAS OK
ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Carlos Masiero - 17/11/2009 21:22
Então, hoje a tarde aproveitei o tempo livre e resolvi assistir ao filme. Mas sempre antes de ir ao cinema sempre dou uma conferida nas críticas do pessoal do cineclick. Confesso que realmente a franquia esta cansando, pois começa sempre com a mesma coisa, ou seja, sangue, tripas e gritos de desespero. Mas o que mais me intriga é que a trama continua boa como nos filmes anteriores, não deixando a peteca cair. Gostei da crítica feita com relação as empresas que oferecem plano de saúde nos EUA e seu total desrespeito com ser humano, mostrando as faces do capitalismo selvagem, onde o poder econômico fala sempre mais alto. O lado "bom" de Jigsaw é que faz com que suas vítimas, as que conseguem sobreviver, reeditem a história de suas vidas e repensem sobre seus atos. Valeu ai Cineclick. Grande abraço a todos até mais.
thiagomr6 - 12/11/2009 08:31
Muito bom, muito melhor que o 5 do qual eu não gostei, valeu a pena...
Kleber - 09/11/2009 23:03
Amigos.. quem gosta da serie nao ira se decepicionar! Os flash-backs sao otimos.. e fortalece ainda mais o elos entre o primeiro e o ultimo filme.. gracas q teremos no minimo mais dois filmes.
Rodrigo - 09/11/2009 16:16
Assisti o filme no cinema e a legenda em dado momento ficou desincronizada.Lamentavel...