30/06/2009 17h06
INIMIGO PÚBLICO Nº 1 - INSTINTO DE MORTE
Nota Cineclick
Heitor Augusto
Inimigo Público nº 1

Você conhece Jacques Mesrine, o super-gângster francês que agiu nos anos 60 e 70, decisivo ao assaltar bancos e inconsequentemente corajoso para escapar milagrosamente de uma prisão de segurança máxima? Não? Então, prepare-se para Inimigo Público Nº 1 – Instinto de Morte, que lhe fará entender porque ele carregou a alcunha de “o mais procurado”.

É um bom filme de ação. Tem tudo que uma produção do gênero exige: dinâmica, velocidade, suspense, uma boa dose de pancadaria, explosões e por aí vai. A cereja do bolo: não é apenas um apanhado de cenas de tiros, mas tem uma história bem escrita e bem contada.

Jean-François Richet (Assault on Precinct 13), o diretor, investe boa parte de seu filme em investigar a personalidade de seu personagem. Ótima opção. Com isso, conhecemos o quão contraditório Mesrine era. Doce, mas pode explodir a qualquer momento; educado, porém extremamente decisivo em um assalto; frio, explodia quantas cabeças fossem necessárias para chegar ao seu objetivo.

Richet deve especialmente à dedicada atuação de Vincent Cassel (Senhores do Crime). O francês, também conhecido por Doze Homens e Outro Segredo, entrega-se ao filme e às complexidades de seu personagem. Talentoso, constrói um Mesrine pura adrenalina. Impossível para o espectador imaginar qual será seu próximo gesto.

Tão visceral como o trabalho de Marion Cotillard em Piaf – Um Hino ao Amor. Tão ímpar como os tiques nervosos de Jamie Foxx em Ray. Cassel encontra criatividade nas inspirações tarantinescas do diretor.

Inimigo Público N º1 é um filme-explosão. Dividido em duas partes, a primeira parte que chega aos cinemas só nos dá vontade de pedir pela segunda. Pedir para conhecer a outra parte da história de Mesrine. Aquela que não tem tanto glamour, na qual ele encara a morte.

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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Michel Arias Brentano - 31/07/2009 17:25
O que faltou em Inimigos Públicos (IP)está aqui. Um filme sem rebusquismos que deixa um gosto bom, depois do amargo em IP. Sou suspeito para falar porque admiro o trabalho do Cassel desde "Irreversível", mas o fato é determinados papéis parecem ser feitos sob encomenta para um determinado ator ou atriz. Esse foi o caso. O protagonista está fabuloso e, se realmente representa o temperamento do personagem em questão, mostra uma pessoa imprevisível. Que venha a segunda parte!