22/05/2009 11h05
ANJOS E DEMÔNIOS
Nota Cineclick
Celso Sabadin
Anjos e Demônios

Na Suíça, o acelerador de partículas LHC consegue criar a tão sonhada antimatéria. Não muito longe dali, o Vaticano prepara o funeral do Papa. O que dois fatos tão díspares poderiam ter em comum entre si? Respostas, só vendo Anjos e Demônios, nova aventura do simbologista (existe isso?) Robert Langdon (vivido por Tom Hanks), personagem criado pelo escritor Dan Brown no livro O Código da Vinci.

Anjos e Demônios não é nem uma continuação, nem um prequel de O Código da Vinci, mas outra aventura vivida pelo mesmo personagem, na tentativa de desenvolvimento de uma nova franquia editorial e cinematográfica. E nem poderia ser diferente: afinal, O Código da Vinci foi um enorme sucesso que arrecadou mais de US$ 200 milhões só nas bilheterias dos EUA. Dar prosseguimento a ele seria inevitável.

A boa notícia é que Anjos e Demônios é melhor que O Código da Vinci. Bem melhor. O diretor Ron Howard (que entre um filme e outro ainda dirigiu Frost/Nixon) libertou-se dos excessos verborrágicos e literários de O Código da Vinci e realizou agora um trabalho de mais ritmo, maior impacto visual e linguagem cinematográfica mais desenvolvida. Claro que o personagem principal continua despejando toneladas de pensamentos verbalizados sobre a platéia, mas mesmo assim o filme consegue manter um bom pique de ação, aventura e suspense. Com direito a uma intrigante "teoria da conspiração" envolvendo os mais altos escalões da Igreja Católica.

Basicamente, a estrutura do roteiro lembra aquela brincadeira Caça ao Tesouro, muito popular em festas infantis e acampamentos juvenis. Ou seja, nada além de uma pista que leva à outra, que leva à outra e assim sucessivamente, com o relógio correndo contra todos. Mas bem eficiente como entretenimento, com um final espetacular e muitas "viradas inesperadas". Mas se eu falar muito, elas deixarão de ser inesperadas.

Boa parte do ritmo aventuresco do filme deve ser creditada à vibrante trilha sonora do ótimo Hans Zimmer, autor que já ultrapassou a marca de 100 longas em seu currículo. Se algo claudica na imagem, lá estão as cordas e as percussões alucinadas de Zimmer para não deixar a peteca cair e manter a adrenalina pulsando. E mais: belas locações em Roma (tem como Roma não ser bela?), uma protagonista feminina eficiente e sensual (a israelita Ayelet Zurer) e coadjuvantes do porte de Armin Mueller Stahl e Ewan McGregor. Destaque também para a elaboradíssima direção de arte que chegou a construir em estúdio cenários reproduzindo a Basílica de São Pedro, que não foi liberada pelas autoridades do Vaticano a servir como locação.

Como bom entretenimento, é diversão garantida.

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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Michelle - 17/09/2009 10:27
Acreidto que a idéia de comparar filme-livro é equivocada! São obras de arte diferentes, com públicos diferentes e finalidade diferentes... Cada um com a sua beleza e com seus defeitos.
Abraços a todos.
Mariah - 07/09/2009 18:56
Nossa, nunca me decepcionei tanto com o filme, pois fui ler o livro e a cada página eu imaginava como seria no filme, como seria Ton hanks analisando o "diagramma", como seria o avião super fantástico, e quando vi que muitas coisas foram suprimidas... Nossa, sei que o filme não tinha obrigação de seguir a risca o que estava no filme, mas tinham coisas que precisavam ser ditas e filmadas para seguir uma boa logica no filme, o que eu não vi, posturas de personagens que no livro tinham um carater, no filme mudam, é ridiculo! Uma decepção...
Bruno - 11/08/2009 11:47
Normalmente, esse tipo de filme causa muita polêmica pois envolve religião, ciência e crenças humanas. Ainda não assisti o filme, mas como toda a saga de Dan Brown, deve ser algo capaz de mexer com o seu cerébro e proporcinar altos deslumbres de ação e aventura.
Tonisley - 06/08/2009 17:55
Gente fala sério, é como o crítico disse: é melhor que o Código da Vinci. Bom, isto eu falo a nível do livro que é simplesmente estupendo, o livro mais famoso de Dan Brown não chega nem perto de Anjos e Demônios.

O filme -que ainda não vi - pelo jeito segue o mesmo rítimo eletrizante do livro. O filme Código Da Vinci foi bom, aliás, muito bom.

Porém Anjos e Demônios já o superou...