14/09/2009 16h09
A VERDADE NUA E CRUA
Nota Cineclick
Celso Sabadin
A Verdade Nua e Crua Certa vez, perguntei ao maestro Diogo Pacheco por que a maioria das pessoas, quando ouve música clássica, prefere ouvir sempre as mesmas. Sempre as Quatro Estações de Vivaldi, a nona Sinfonia de Beethoven, as árias de Carmen de Bizet, enfim, sempre a mesma meia dúzia de peças eruditas, dentro de um universo tão rico e gigantesco. A resposta do maestro foi rápida, simpática, elucidativa e inteligente: “Porque, quando você anda pela Avenida Paulista, junto com uma multidão de desconhecidos, como é bom, de repente, rever um amigo!”

Acredito que o mesmo raciocínio possa valer para os filmes. A maioria das pessoas, de uma forma geral, gosta de ver sempre os mesmos filmes. Não literalmente os mesmos, mas filmes bastante parecidos com tudo aquilo que já foi visto antes. Talvez isso dê alguma sensação de segurança ao espectador, que sabe que não será surpreendido, que será agradavelmente conduzido por caminhos já previa e fartamente conhecidos. Algo parecido com o comportamento daquele tipo de consumidor que vai sempre ao mesmo restaurante, procura o mesmo garçom e pede o mesmo prato.

Apenas este comportamento de (boa?) parte dos consumidores pode explicar que continuem sendo produzidas comédias românticas como A Verdade Nua e Crua, um filme milimétrica e sonolentamente igual a tudo aquilo que já foi feito antes no gênero. A trama fala de Abby (Katherine Heigl), a bela produtora de um programa matutino de televisão que, embora profissionalmente bem sucedida, vive em busca de um príncipe encantado. Até o dia em que ela conhece Mike (Gerard Butler, de 300), apresentador de TV que, ao vivo, passa para os seus espectadores as mais machistas e cafajestes dicas sobre relacionamentos amorosos e sexuais. Impressionante: eles vão se apaixonar! Nossa, quem poderia prever? E, acredite se quiser: até o final do filme, cada um dos protagonistas vai abandonar seus radicalismos, virarão pessoas melhores e serão felizes para sempre.

Quem vai sempre ao mesmo restaurante, procura o mesmo garçom e pede o mesmo prato provavelmente vai gostar.
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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Daphne - 13/10/2009 15:41
É éngraçado em algumas partes e nada mais, achei fraco, é recheado de clichês, a história não é tão interessante assim e os protagonistas não tem quimica, tudo mnuito batido, aff,não recomendo não, só da pra ir um poquinho em algumas cenas.. só :P
Andrea Tonine - 10/10/2009 07:26
Vale a pena!!!! Ri muito o filme todo. Não fui em busca de "moral da história", assisti o trailer e ri demais, então fui ao cinema e gostei muito do que vi! Foi divertido, valeu cada centavo pago ao cinema!
Marcos José - 08/10/2009 01:48
Bem Celso Sabadin, na minha opinião isso ocorre por que o ser humano gosta de pisar em terra firme, e as pessoas gostam deste tipo de filme, por que não querem correr o risco de pagarem pra ver um filme com uma história inesperada e que vão correr o risco de não gostar. E estas comédias românticas mesmo sendo óbvias, fazem com que as pessoas se sintam bem, ou seja, elas não querem ver este tipo de filme para poderem se surpreender, e sim para se sentirem bem. De maneira geral, lá no fundo, e bem no fundo da consciência das pessoas, gostam de assistir a uma comédia romântica, por que sonham que aquela história se realize e se concretise nas vidas delas. E mesmo aquelas pessoas que já têm a vida amorosa e matrimonial bem resolvida. Sabe como é? Sempre queremos algo a mais para apimentar a nossa vida. É como diz aquela velha história, e que serve como lição ou ditado: "Se uma pessoa tem somente uma escolha pra fazer, e tem apenas duas opções, onde uma é a morte e a outra é abrir uma porta fechada, onde não sabe o que há de inesperado atrás da porta, a pessoa normalmente vai escolher o que já sabe, ou seja, a morte. É por isso que eu disse que o ser humano só gosta de pisar em terra firme!
davitrj - 07/10/2009 11:50
o filme é muito bom, é engraçado e ganha de muitos outros filmes de comédia romantica.